Por Aparecido Francisco*
Recentemente me vi sem o meu computador, por conta de um raio que ocasionou a queima de vários componentes.
Logo que recebi o diagnóstico, nem um pouco animador do técnico, a minha primeira preocupação foi com os dados armazenados no HD. Porém, para meu desespero, ele não estava conseguindo acessá-los.
Neste momento me ocorreu a mesma pergunta que todos devem fazer diante de tal situação, “Por que não fiz um back-up?”. Afinal praticamente toda a minha vida encontrava-se ali, naquele HD. Resumindo, após dias de expectativa, finalmente os dados foram salvos, para o meu alívio.
Esta breve introdução porém, ilustra uma situação certamente corriqueira na vida de muitas pessoas, mas que também se aplica ao mundo corporativo.
Em janeiro por exemplo, a Petrobras teve 4 laptops e dois pentes de memória furtados de um contêiner despachado pela prestadora de serviços Halliburton de uma plataforma na bacia de Santos, em São Paulo, com destino ao escritório da empresa em Macaé, no Rio de Janeiro.
Os equipamentos continham dados sigilosos, de valor comercial incalculável, e que para surpresa de todos não possuíam cópia nem tão pouco haviam sido criptografados.
Este episódio deixa lições claras para pessoas e empresas sobre a importância da segurança da informação, um tema quase sempre relegado a segundo plano. Na ocasião, uma gerente de uma famosa consultoria chegou a afirmar: “Não adianta investir em tecnologias de segurança se as pessoas não tiverem consciência da necessidade de efetivamente usá-las”.
Fatos assim, de perda ou roubo de informações valiosas no entanto, são mais freqüentes do que imaginamos. Daí a importância em se investir maciçamente em conscientização, paralelamente a sistemas de segurança mais eficazes.
Dentro deste contexto, medidas simples como realizar back ups constantes, investir em antivírus e fire wall, sistemas de senha, criptografia, entre outros, se faz extremamente necessário, seja você um empresário ou apenas um proprietário comum de micro.
Enfim, como já dizia o velho ditado “È melhor prevenir do que remediar”. Até breve.
* Aparecido Francisco é jornalista e responsável pela área de Gestão do Conhecimento da WCA, com experiência em processos taxonômicos e tratamento da informação.
Artigos anteriores
Segurança da informação: Uma questão de conscientização - 18/03/2008
Informação de qualidade como fórmula para o sucesso - 11/02/2008